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GNV: Pesquisadores da UFRJ podem revolucionar o mercado

Rio de Janeiro - Pesquisadores da Escola Politécnica da UFRJ podem ter encontrado, de uma só vez, uma alternativa para a segurança dos automóveis movidos a Gás Natural Veicular (GNV) e para o meio ambiente, além de reduzir significativamente o investimento na instalação de um Posto de Abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV).

A tecnologia que está sendo estudada pelos professores da Poli/UFRJ é um pouco
diferente da que é usada atualmente nos veículos automotores (exemplo os táxis do Rio). A atual transporta o gás natural na forma comprimida. Aqueles reservatórios (cilindros de aço) que são instalados nos veículos que utilizam o GNV, por exemplo, trabalham a uma pressão de 200 a 250 atmosferas.

A tecnologia em estudo transporta o gás na forma "adsorvida". Nesta tecnologia as moléculas do gás se aderem à superfície de um material sólido e poroso.

A diferença é que o reservatório de gás natural (GNV) adsorvido trabalha a uma pressão de 30 a 35 atmosferas (quase 7 vezes menor que a gás natural comprimido). Essa é a grande vantagem desta tecnologia. Com uma pressão menor, aumenta a segurança do sistema com relação ao rompimento do reservatório. É interessante observar que o custo do equipamento necessário para se comprimir o gás até 35 atmosferas é bem menor do que o custo do equipamento para comprimir o gás até 200 atmosferas” (aproximadamente US$ 250 mil).

Segundo o engenheiro Paulo Couto, responsável pela pesquisa, essa pressão menor significa que os novos tanques poderão ter qualquer formato, permitindo inclusive, que possam ser embutido em qualquer parte
“vazia” do veículo. Além disso, viabiliza-se financeiramente a entrada em operação dos
tão cobiçados postos de venda volante do Gás Natural Veicular. As raspas de pneus
usados seriam utilizadas para se produzir o material poroso no qual as moléculas de
gás seriam adsorvidas: o carvão ativado. Assim, poderia se transformar um material
que seria descartado e que gera grandes problemas ambientais em um material de grande valor agregado.

Em outra universidade, no Nordeste, pesquisa semelhante está sendo feita com raspas
de coco. Já foram realizadas as simulações computacionais; a próxima etapa é a fase
experimental.(Redação GasVirtual, com informações da SPS Comunicação -
Consuelo Magalhães)
Rio de Janeiro - Pesquisadores da Escola Politécnica da UFRJ podem ter encontrado, de uma só vez, uma alternativa para a segurança dos automóveis movidos a Gás Natural Veicular (GNV) e para o meio ambiente, além de reduzir significativamente o investimento na instalação de um Posto de Abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV).

A tecnologia que está sendo estudada pelos professores da Poli/UFRJ é um pouco
diferente da que é usada atualmente nos veículos automotores (exemplo os táxis do Rio). A atual transporta o gás natural na forma comprimida. Aqueles reservatórios (cilindros de aço) que são instalados nos veículos que utilizam o GNV, por exemplo, trabalham a uma pressão de 200 a 250 atmosferas.

A tecnologia em estudo transporta o gás na forma "adsorvida". Nesta tecnologia as moléculas do gás se aderem à superfície de um material sólido e poroso.

A diferença é que o reservatório de gás natural (GNV) adsorvido trabalha a uma pressão de 30 a 35 atmosferas (quase 7 vezes menor que a gás natural comprimido). Essa é a grande vantagem desta tecnologia. Com uma pressão menor, aumenta a segurança do sistema com relação ao rompimento do reservatório. É interessante observar que o custo do equipamento necessário para se comprimir o gás até 35 atmosferas é bem menor do que o custo do equipamento para comprimir o gás até 200 atmosferas” (aproximadamente US$ 250 mil).

Segundo o engenheiro Paulo Couto, responsável pela pesquisa, essa pressão menor significa que os novos tanques poderão ter qualquer formato, permitindo inclusive, que possam ser embutido em qualquer parte
“vazia” do veículo. Além disso, viabiliza-se financeiramente a entrada em operação dos
tão cobiçados postos de venda volante do Gás Natural Veicular. As raspas de pneus
usados seriam utilizadas para se produzir o material poroso no qual as moléculas de
gás seriam adsorvidas: o carvão ativado. Assim, poderia se transformar um material
que seria descartado e que gera grandes problemas ambientais em um material de grande valor agregado.

Em outra universidade, no Nordeste, pesquisa semelhante está sendo feita com raspas
de coco. Já foram realizadas as simulações computacionais; a próxima etapa é a fase
experimental.(Redação GasVirtual, com informações da SPS Comunicação -
Consuelo Magalhães)