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O Gás Veicular

Durante a última Rio Oil Gás ( Outubro de 2000 ), este SINDCOMB promoveu um conjunto de palestras, sendo que uma delas mais voltada para o segmento de lojas de conveniência, e apresentada por três professores da ESPM ( Escola Superior de Propaganda e Marketing) Marcelo Boschi, Henrique Sarkis e Mauro Pacanoswki. Além do resumo já publicado em nossa revista nº 54, gostaria de tecer alguns comentários adicionais, ressaltando colocações pertinentes que foram feitas naquela ocasião.

A primeira delas, sobre o que deveria ser o conceito apropriado de uma loja de conveniência, ou seja, ser um ponto de venda para satisfação de necessidades (grifo meu) do consumidor e não de um local de compra por impulso ( como, por exemplo, um supermercado). Dizendo de outra forma, o consumidor, quando vai a uma loja de conveniência, não vai fazer as compras do mês; por outro lado não está disposto a perder muito tempo. E por último, mas não menos importante, aceita pagar um preço maior desde que tenha o produto que está momentaneamente faltando ( a tal conveniência ).

A "dica" importante que surge deste conceito é que o mix de uma loja de conveniência deveria se preocupar mais com as opções de produtos para comprar do que com um grande número de opções de marca sobre o mesmo produto. Aliás, uma vez alguém me perguntou por que uma loja de conveniência não tinha uma seção de papelaria básica (cola, caneta Bic, bloco, etc.)

Outra colocação que foi feita e que de certa forma está ligada ao que sugeri na última frase: por que não escutar o consumidor da região de influência onde está a loja de conveniência, e perguntar por suas demandas, por suas necessidades, o que ele está precisando, em que pode servir etc? Em resumo: há hoje uma natural especialização de todo o varejo. Se cada canal de distribuição encontrar o seu verdadeiro foco haverá espaço para todos.